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E o semestre começou! Aulas, seminários, conferências, horas e horas gastando minha bunda na biblioteca, viagens, posts diários no NewYorKibe (algo que, com certeza, vai me deixar louco!), frio (mas a primavera taí!), resenhas saindo pra serem publicadas, academia pra perder a barriga e ficar gatinho para as ladies, shows (vou ver Prince no Madison Square Garden na segunda pra começar!), dates, pesquisa, bebedeiras e maloqueragem. Nunca estive tão animado para um semestre como estou agora e a razão é simples: ele é, teoricamente, meu último semestre cursando cursos, estou em NYC (a cidade mais legal do mundo!) e a vida é bela. Aliás, voltando aos cursos, que maravilha de cursos! Estou fazendo duas disciplinas com meu professor predileto na New School: Terry Williams. Williams é brother, ou um patrício de cor (no meu jargão arcaico!), e isso muda totalmente o clima da aula (estou preparando um post só sobre ele!). Suas aulas são descontraídas, sempre rola umas piadas de cunho sexual e racial e os temas das suas lectures são deliciosos. Nesse semestre curso com ele uma matéria intitulada "Youth Culture: Drugs, Sex, Comedy" onde iremos fazer leituras nos tópicos listados no título e tentar entender a relação entre eles. Basicamente, Williams denominou esse curso como uma espécie de "experimental seminar" e a pergunta que o guia é: como se dá a construção do prazer no sexo, no uso de drogas e no riso e qual a relação entre o mesmos? Além das leituras, discussões e filmes, estão programadas visitas a strip clubs, stand up shows e alguma coisa relacionada com drogas. Supimpa! O outro curso de Terry é mais teórico e o título é "Race in America" onde faremos leituras sobre o fenômeno social da raça nos EUA na perspectiva teórica de Michel Foucault (1926-1984). Minha terceira disciplina é o seminário anual do departamento intitulado Sociological Imagination (lembrando o título do livro clássico do sociólogo norte-americano Charles Wright Mills [1916-1962]) onde professores de outras universidades são convidados a falar sobre suas pesquisas. As apresentações são sempre abertas por um aluno de doutorado que brevemente faz uma introdução ao trabalho do professor que conduzir o seminário. Orlando Paterson, professor de sociologia em Harvard, fará a última sessão do seminário. Como ele pesquisa escravidão e relações raciais, provavelmente eu serei o aluno designado a fazer sua introdução. Por fim, ainda estou fazendo um quarto curso com minha orientadora, Virag Molnar, que é uma espécie de estudo dirigido (independent studies). Nessa disciplina as leituras estão focadas em arte urbana como uma espécie de contra-cultura contemporânea. Provavelmente devo escrever um paper sobre arte urbana em São Paulo. E a vida em NYC está a milhão. Fiquei puto porque perdi a fala de Zadie Smith na NYU quarta-feira passada, mas amanhã tem festa no Museu do Brooklyn (eu vou!) e uma viagem pra Europa está programada pra daqui há alguns meses. Ontem recebi um email legal do meu amigo Batistão lembrando o aniversário de cinco anos de minha defesa de mestrado. Uau! O tempo voa... A época em que escrevi minha dissertação foi um dos melhores momentos da minha vida nos últimos anos: estava perdidamente apaixonado, escrevendo (outra paixão!) e fechando um ciclo. Aliás, muita gente me pergunta quando aquele texto vai virar livro e minha resposta é sempre: "sei lá!" Acho que se depender da minha preguiça, nunca! Escrever sobre o movimento negro não é nada fácil, apesar de eu adorar o tema, e tenho que reler o texto e ler outras coisas para escrever um livro. Mas vamos ver, quem sabe um dia! No que diz respeito as leituras pra relaxar, estou me dividindo entre dois livros: Tropic of Cancer (1934) do escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980) e Rastafari: Roots and Ideology (1994) do antropólogo jamaicano Barry Chevannes. Por fim, a foto de cima ilustra o amor! *rs* Depois um longa temporada fumando maconha com vagabundos e se divertindo horrores em Bed-Stuy, Brooklyn, Hip Olivia (the funk ass motherfucking hipster monkey) voltou para casa! E ontem mesmo ela já teve um date com Byron Peng, um ursinho chinês. Segundo fofocas, rolou sexo no primeiro encontro! Ai ai... Mas ela agora tem que dividir o espaço aqui de casa com outro doido: Blue Freak Ass Cupcake Cookie Monster (foto abaixo). Esse aí é viciado em todo tipo de porcaria doce, um suggar addicted! Dias desses peguei ele aplicando brown suggar (açúcar mascavo) na veia! ESTOU RODEADO POR CRIATURAS ESTRANHAS...
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Muita Paz, Ótimo Final de Semana e Muitas Saudades de São Paulo (mesmo morando na cidade mais legal do mundo...)!
* Post escrito ao som de Gravediggaz, álbum 6 Deep Feet. Ouça uma canção AQUI
* Abaixo fotinha de Olivia no seu date de ontem com Byron...
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E com meus amigos Mu Hsiao Lan e Shen Peng: love...
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