sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um Brinde a Janeiro!

Estou feliz, muito feliz! Toda essa papagaiada de final de ano acabou. Amanhã tudo volta ao normal e podemos retornar a nossa vidinha medíocre novamente sem os irritantes "feliz natal", "próspero ano novo" e outras frases feitas que nos acompanham por ao menos vinte dias nos momentos agonizantes de cada ano. Não tomem como algo pessoal, agradeço cada voto que me foi enviado por amig@s e desejo o mesmo a tod@s. Entretanto, pessoalmente, não sou fã de finais de ano com suas festas dionísicas e alegria fake.

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Esse ano, para minha sorte ou azar (vai lá saber!), tive um dezembro bem atípico. Não fui para o Brasil, fiquei nos EUA passando frio e fugi de New York. Desde semana passada estou em Washington DC na casa de um amigo lendo, escrevendo e discutindo sociologia econômica. Meu amigo encontra-se na mesma situação que a minha: enrolado com as obrigações da grad school e terminando um doutorado cujo o processo de escrita da dissertação o impediu de ir para o "país tropical abençoado por Deus" parafraseando Jorge Ben.  Nossa rotina aqui é aquela clássica de estudante maluco: dormimos durante boa parte do dia e à noite - que por aqui, no inverno, já começa às 4 da tarde quando escurece - vamos para algum café com nossos laptops disputar uma mesa de trabalho entre chícaras de café, algumas brejas e sanduíches.


 

Há uma semana e meia, quando terminei meu semestre na New School com três malditos papers redigidos em menos de duas semanas, retirei vários livros da biblioteca para relaxar entre romances, livros de poesias e algumas leituras mais críticas como a delícia de livro de bell hooks sobre feminismo. Nada melhor do que ler sem a pressão de aulas e papers. Ler apenas por prazer é algo, às vezes, mas nem sempre, melhor que sexo (ok, quem não é grad student não vai entender muito bem isso).  Mesma coisa pode ser dito a respeito de escrever sobre coisas que se está realmente a fim de escrever e não por pura obrigação. Cada vez mais percebo que a pós-graduação nos EUA exige que tenhamos brilhantes insights para papers semestralmente. O problema é que fazendo três disciplinas a cada semestre por dois ou três anos envolve ter um estoque relativamente grande de idéias fenomenais, o que literalmente enche o saco e estressa a vida de qualquer famigerado estudante. Em uma palavra, a coisa a ser aprendida na grad school por aqui é "be pragmatic". Deixe as grande idéias para depois e faça o razoável para conseguir um A. Mas eu estava falando do final de ano, né?!...

Pois é, domingo volto pra New York Shit e na segunda já estarei com minha bunda na Bobst Library  estudando e viajando diariamente nos trens sujos da MTA. Mais um ano de estresse, dinheiro curto, pouca diversão, muita leitura, muitos planos e alguns escritos no blog. Welcome to a grad student life! Exciting???

2 comentários:

Michele disse...

Oi Kibe! Que "entrada" de ano, heim, rsrsrs... Na verdade, eu também passei boa parte do 1o. de janeiro na frete do notebook, às voltas com os trabalhos das disciplinas da pós, e que tenho que entregar em 15 dias, afff...

E agora tô aqui, enrolando, porque não aguento + ler artigos e etc.... Ainda bem que tem seu blog, para uma "pausa de qualidade"!

Beijo e até!

Marcio Macedo (Kibe) disse...

Hello Michele,

A real é que não estou nem reclamando da minha virada de ano, já que não gosto deles de qualquer jeito. Estou dando graças a Deus que amanhã volto a fazer minhas coisas habituais. Odeio essas férias forçadas de final de ano. Boa sorte com os artigos!

Beijos,

Márcio/Kibe.