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Um figura se matou aqui na Bobst Library (NYU) - foto acima - três noites atrás. Jogou-se do décimo andar do prédio caindo no hall de entrada da biblioteca. A parada toda rolou por volta das 4:00 da manhã de terça e me vi no meio da confusão, assistindo policiais, para-médicos e seguranças tentando reavivar o suicida e o colocando dentro da ambulância, uma vez que estava deixando o prédio naquele momento depois de uma noite de trabalho.
Andrew Williamson-Noble tinha 20 anos, estava no seu primeiro ano do curso de East Asian Studies na New York University e, segundo bilhete deixado, os motivos que o levaram a cometer tal ato não estavam relacionados com sua vida escolar: sentia-se "lonely" (solitário). Fazendo uma piada de mal-gosto, ele apenas usou a estrutura acadêmica para efetivar seu projeto de morte. Sem dramas... Não quero aqui gastar tinta demonstrando meu horror diante do ocorrido ou, por outro lado, indo a Durkheim para explicar sociologicamente as causas/fatores do fenômeno social suicídio. O fato é: quando viver se torna um fardo insustentável, pessoas olham para a morte como uma saída racional aos seus problemas. Há uma série de elementos morais e religiosos que muitas vezes impedem que olhemos o suicídio por esse viés, mas essa é a real.
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O presidente da NYU, John Sexton, enviou uma mensagem a sua comunidade universitária tentando comfortar a instituição. Entretanto, o ocorrido não é algo novo no histórico da universidade. Em 2003 dois outros estudantes tiraram suas vidas da mesma forma e no mesmo local. Nos 11 stacks (andares) que compõem o prédio da Bobst Library há grades e muretas de vidro que foram colocadas justamente para evitar esse tipo de problema. Assim sendo, o suicídio de terça-feira coloca em xeque a eficiência do efetivo de segurança da NYU, uma vez que tudo aconteceu por volta das 4:00 da manhã, período em que essa parte da biblioteca está fechada. Quando as atividades são encerradas nesses andares, a 1 da manhã, seguranças passam em revista as salas verificando se as mesmas foram desocupadas. O suicida da terça-feira provavelmente deve ter se escondido ou chegado ao décimo andar se esquivando da segurança para poder escalar com calma as grades e muretas de vidro.
Num mundo acadêmico competitivo onde os pais alocam muito dinheiro e confiança nas instituições que devem educar seus filhos, um fato como esse não é nada bom para os businesses. Mas como comentou meu amigo Raphael Neves em seu profile no Facebook, ao menos o cara não saiu atirando na rapaziada. Se isto tivesse ocorrido, a essa hora Dona Joana Rodrigues (senhora minha mãe) poderia estar em prantos!
3 comentários:
ô coisa triste, seu Kibe. E sua irônica piadinha final tem tudo a ver. O car poderia ter "run amok", e mais gente poderia ter ido junto para o beleléu.... Take care....
...atoto meu pai. considero até uma forma estética de dar os trâmites como findos.
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