quinta-feira, 8 de abril de 2010

Imagens e Pensamentos...



Segunda-feira, 8/3 (a data não está errada não, foi há um mês atrás mesmo), 15 horas e me dirigo a universidade para um seminário. Depois de passar a noite na biblioteca preparando minha apresentação tive tempo apenas de ir para casa tomar um banho e trocar de roupas antes de encarar a aula. Após descer do metrô caminhado pela rua 14 chego a esquina da Quinta Avenida. Foi ali, num "orelhão" (termo bem brasileiro para algo quase inexistente em NYC: telefone público), que encontrei a negona da Guiness. Apaixonei e "roubei' uma foto dela. E pensar que no Brasil o pessoal faz comercial de cerveja com a Paris Hilton, que chato... É verdade, fortune favors the bold!


Muita Paz como sempre!

Comentários (7)

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E voce está pensando que aqui está diferente Kibe? Aqui tem um monte de "Orelhão", e ao mesmo tempo podemos dizer "inexistentes"; porque? Infelizmente nossos patricios, ainda não aprenderam a preservar aquilo que é seu, fica bem mais fácil depredar; arrancar os fones, a caixa, e depois na hora que precisa do danado, dizer que o governo é uma m...porque está tudo quebrado. É a mesma coisa em relação ao que voce diz sobre Paris Hilton, não damos valor ao que é verdadeiramente da gente.

COISAS DO NOSSO COTIDIANO
1 resposta · ativo 781 semanas atrás
Prezado Arnaldo,

Obrigado pelo comentário! O lance do "orelhão" é devido a disseminação do telefone celular entre as pessoas aqui o que tem tornado os telefones públicos obsoletos e sem utillidade. Dias desses vi uma cena que seria meio surreal no Brasil, um mendingo pedindo esmolas e falando no celular. Mas isso é possível num local onde por US$ 40 você tem um plano de telefonia que dá acesso ilimitado a chamadas no país todo, mensagens de textos e acesso à Internet.

Abraço,
Calma lá Kibe. Tá certo que caso eu fosse anunciante, eu jamais utilizaria a Paris Hilton como garota propaganda, mas no caso da cerveja, existe um sentido. A cerveja da qual a Paris Hilton faz propaganda é a Devassa Lager - feito aquela Samuel Adams que o Raphael compra - que é loura, como a garota propaganda.
No caso da propaganda da Guinness, nem faria sentido colocar uma modelo branca pra fazer essa propaganda. Eu também achei interessante a peruca que meteram na nega, que remete à espuma da cerveja - que é clara.
Quero dizer com isso que a nossa publicidade valoriza o negro como consumidor e como meio de fazer propaganda, não. Sabemos muito bem que é o contrário - aliás, por essas bandas ninguém colocaria um cantor de rap pra fazer propaganda de vodka, como acontece aí com o P. Diddy ou seja lá qual for o nome atual dele - só acho que o seu exemplo não foi dos mais apropriados.
3 respostas · ativo 781 semanas atrás
Prezada Mojana,

Como vc mesmo mostra no seu comentário, os elementos e recursos humanos a serem usados nas propagandas são escolhidas pelos publicitários. Tenho minhas dúvidas se os publicitários da Guiness fossem brasileiros sairia algo assim! Por fim, penso que mesmo no caso da Devassa há outras e multiplas possiblidades que vão além da Paris Hilton.

Abraço!
Tá certo, eu concordo sobre a escolha dela, poderia ter sido outra loura qualquer, nacional ou importada, mas acho exagero vincular a escolha de uma mulher loura pra fazer propaganda de cerveja clara tenha a ver com todo o nosso histórico de racismo, discriminação e etc. Eu concordaria inteiramente com o seu argumento se tivessem colocado a Gisele Bundchen pra fazer propaganda da Guinness, por exemplo, mas continuo achando que nesse caso, ok.
E também me parece que o seu problema não é exatamente com modelos brancas e louras, mas com a Paris Hilton, rsrsrsrsrs.
Meu ponto é: por que não vemos propagandas como a da Guiness no Brasil? Eu não acho que seja exagero relacionar a exclusão de modelos negr@s de propagandas e veículos da mídia em geral a forma com que se dão as relações raciais no Brasil. Mulher preta só vira motivo de atenção no carnaval e olhe lá ainda... Minha sugestão é a de que os EUA é uma sociedade racialmente segmentada, entretanto, o mercado (e as propagandas do mesmo) é obrigado a reproduzir de certa forma essa compartimentalização. No Brasil "raça" é uma categoria que perde força no discurso da mestiçagem, mas o que se vê na TV e nos comerciais não são mulheres mestiças...
Bom, minha opinião bem simplória Kibe, relacionada à sua pergunta. Aqui no Brasil o preto não dá Ibope (segundo o pessoal de marketing), e não é fazendo leis obrigando o "uso" de pretos na mídia, que isso vai mudar; para mudar tal coisa é preciso primeiro mudar a consciência das pessoas, tanto daquelas que utliza o mercado da propaganda, quanto daquelas que a fazem e também do publico alvo, enfim estamos falando da sociedade como um todo. E por mais que digam "está mudando esse cenário", minha percepção teima em dizer que essas mudanças vão demorar, e muito.
Um outro fato - Se aparecer aqui no Brasil, uma propaganda de cerveja com uma preta de peruca loura, MESMO que a idéia seja lembrar a espuma da cerveja, o que vai aparecer de pseudos entidades urrando que aquilo é racismo, não está no gibi; profissionalmente pensando (agora entrando na mente dos propagandistas), o impacto junto ao consumidor, ao se fazer uma propaganda do tipo, não seria o mesmo se fosse usado uma mulher branca com a mesma peruca.
Nos Estados Unidos, como voce diz Kibe, a sociedade é racialmente segmentada, talvéz até por isso, os pretos americanos tenham uma consciência de união forte, e se fazem notar, fazem acontecer e juntos; no Brasil é tudo camuflado, o racismo aqui é forte e é da pior forma, nós o sentimos em todas as variantes, quer coisa pior do que voce se destacar, e alguem dizer "LÁ VAI UM NEGRO DE ALMA BRANCA" ou " ELE É NEGRO MAS..." quer coisa pior do que ver uma preta ganhar o apelido de Xuxa?

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