
(A dupla de maloqueiros disfarçados de intelectuais - Jay Z Francisco e Kibe - posando para propaganda do disco de rap Okzis: Iz Nóizes! num momento de descontração no meio de uma fejuca)
Lá se vão quase 10 anos desde então e nesse intervalo de tempo muita coisa aconteceu! O homi já tem um livro e vários artigos publicados além de ter feito intercâmbio em 2005 na Howard University (HU) em Washington DC, a mais tradicional universidade negra dos Estados Unidos. No que diz respeito a eu e ele não só viramos grandes trutas e parceiros intelectuais (sim, maloqueiros também pensam!) como já perdemos a conta das muitas cervejas e MMs (Maria Moles) que tomamos, ficamos bêbados na Barraca do Bigode em frente ao Sambarylove, discutimos temas de relações raciais que nunca são resolvidos e aprontamos várias outras merdas como a vez que fomos parar na delegacia de polícia numa noite de 2003 (leia AQUI) após termos arrumado uma confusão em frente a saudosa casa noturna Blen Blen na Vila Madalóca! É por isso que o post é uma espécie de homenagem a esse grande brother: muito sucesso na sua vida profissional/acadêmica!
Sendo assim, deixo a música Jailer (carcereiro) da cantora e compositora franco-nigeriana (e gata!) Asa (foto abaixo) para inspirar o momento intelectual de meu amigo (clique AQUI para assistir o vídeo). A propósito, a letra da canção é uma forma de protesto a todas as formas modernas de escravidão. Confira abaixo...

I'm in chains, you're in chains too. I wear uniforms, you wear uniforms too. I'm a prisoner, you're a prisoner too, Mr Jailer.
I have fears, you have fears too. I'll die but, yourself will die too. Life is beautiful don't you think so too, Mr Jailer?
I'm talking to you jailer. Stop calling me a prisoner. Let he who is without sin be the first to cast the stone. Mr Jailer. Mr Jailer man.
You suppress, all my strategy. You oppress wo wo every part of me. What you don't know, you're a victim too, Mr Jailer.
Oh. You dont care about my point of view. If I die, another will work for you. So you treat me like a modern slave, Mr Jailer.
I'm talking to you jailer! Stop calling me a prisoner. Let he who is without sin be the first to cast the stone. Mr Jailer. Mr Jailer man.
You see. If you walking in a market place. Don't throw stones. Even if you do you just might hit. One of your own. Life is not about your policies. All the time. So you better rearrange your philosophies and be good to your fellow man jailer!
I'm talking to you jailer! Stop calling me a prisoner. Let he who is without sin be the first to cast the stone. Mr Jailer. Oh, I'm talking to you Jailer.
Stop calling me a prisoner. Let he who is without sin be the first to cast the stone. Mr Jailer. Mr Jailer.
I hear my baby say I wanna be president. I want your money. From my government. What he don't know, what he would know, what he can know. Jailer. Jailer. Be good wo. Be good wo.
Muita Paz!
Mila Felix · 770 semanas atrás
Flavio · 770 semanas atrás
Gerson · 768 semanas atrás
Só faltou dizer o tema da dissertação. Paz pra vc e o irmão.
Aquele abraço
Kibe73 67p · 767 semanas atrás
Segue o resumo do trabalho do Flavio Jay Z!
Abraço,
MM/K.
"Fronteiras em definição: identidades negras e imagens dos Estados Unidos e da África no jornal O Clarim da Alvorada (1924-1932)"
Resumo
Esta pesquisa analisa o modo como as notícias e imagens de experiências negras dos Estados Unidos e da África foram utilizadas no jornal O Clarim da Alvorada (1924-1932) para a criação de um projeto de ascensão social para a população negra de São Paulo. Este periódico, que tinha grande notoriedade entre a imprensa negra paulista, se preocupou em entender o lugar do negro na sociedade brasileira. O caminho adotado para alcançar o significado das notícias sobre os negros norte-americanos e africanos esteve vinculado à compreensão do projeto do jornal para a inclusão social dos negros no Brasil. As informações sobre os países estrangeiros chegavam aos jornalistas através de duas publicações da imprensa negra norte-americana, Chicago Defender e Negro World. A autodeterminação dos negros norte-americanos e a luta pela descolonização das nações africanas eram tomadas como exemplos para a ação dos negros em São Paulo. Por outro lado, as políticas de segregação racial nos Estados Unidos eram reprovadas, o que valorizava o projeto dos jornalistas de O Clarim da Alvorada de luta pela assimilação da população negra pela sociedade brasileira.
Palavras-chave: Imprensa, Identidade negra, São Paulo, Estados Unidos, África.
mude10 1p · 768 semanas atrás
Sou leitor do seu blog e o parabenizo pela excelência nos comentários! Parabéns!
Estou de viagem marcada para NY para o início de agosto, gostaria de visitá-lo. É possível Márcio?
Meu e-mail é : filipe.mj@terra.com.br
Grande Abraço!
Kibe73 67p · 767 semanas atrás
Como vai? Espero que bem. Obrigado pelo elogio ao textos do blog. Estou no Brasil até 9 de agosto. Mas podemos marcar um café em NYC após essa data.
Abraço,
MM/K.