sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Five Days of Black - Maxwell
Muita Paz!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
ThankSHITgiving em NYC, Black Friday e Férias...

Noite de ThankSHITgiving (Dia de Ação de Graças) em New York Shit... Não comi peru não, aliás, que cena seria não: um Kibe comendo peru! Além do mais, odeio thanksgiving e Natal! Right, agora à pouco fui na esquina de casa e comprei um chicken rice no carrinho de uns malucos de Blangladesh. Troquei umas idéias com os trutas: xingamos o ThankSHITgiving ("we don't give a fuck to this American tradition"), falamos de futebol (Ronaldo, Adriano, Maradona e Pelé) e eles - como todo mundo por aqui - disseram que querem visitar o Brasil um dia... Ok, sorte!
Amanhã é Black Friday por aqui, dia em que todas as lojas fazem promoções e americanos ficam loucos fazendo o que melhor sabem fazer: comprar, comprar e comprar mais um pouquinho. Benedict Anderson usou o termo "comunidades imaginadas" para qualificar as bases sobre as quais o nacionalismo é construído. Ou seja, a nacionalidade se constrói a partir de elementos simbólicos que são compartilhados por indivíduos de uma mesma nacionalidade e que os identificam como semelhantes mesmo que eles nunca se encontrem na vida. Um traço da identidade/nacionalidade norte-americana é o consumismo, com certeza. Americanos se sentem americanos quando compram! Então, Black Friday é dia de sentir americano... Ah, a foto acima é de um modelo Black Friday Air Force 1, elaborado pela Nike ano passado em homenagem ao diazinho.
De minha parte só quero avisar aos meus ilustríssimos leitores que tiro, a partir de hoje, férias do blog, Facebook, Twitter, Orkut, do Adium (meu aplicativozinho que me dá acesso a meus cinco messengers) e do Skype! Não, não desligo meu iPhone nem fodendo e mensagens urgentes (declarações de amor, pedidos de casamento e ofertas de trabalho) podem ser feitas através do meu número aos privilegiados em tê-lo (não fique triste se não o tem, tá lá no Facebook!). Enfim, a razão para o sumiço é meio óbvia: o fim do semestre que tá aí e envolve a realização de duas apresentações e elaboração de três papers de 15 páginas cada um. Caso sobreviva a mais um semestre, devo voltar a escrever lá pelo dia 26/12.
Muita Paz à Tod@s e bastante café, Coca Cola, Red Bull e energia pra mim!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Mos Def em Santo André (SP)
FESTIVAL INDIE HIP HOP – ESPECIAL 10 ANOS DULÔCO
SESC Santo André
Dia(s) 05/12, 06/12
Sábado e domingo, das 16h às 22h.
A edição 2009, toma um caráter comemorativo em referência aos 10 anos do primeiro grande festival de Hip Hop realizado pelo SESC-SP, o Dulôco 99, ocorrido há uma década nas unidades do SESC Belenzinho e Itaquera. Fazendo um balanço da produção do gênero em 2009, apresenta grupos que se destacaram e lançaram novos trabalhos ao longo do ano, assim como artistas que fizeram história desde o Dulôco.
A programação desta edição conta com atividades como shows musicais, oficinas de dança e de DJ, e live painting. Os grafites ficam por conta da dupla de artistas OsGemeos. Os shows nacionais contarão com a presença de Contra Fluxo + Espião; Inumanos + Max B.O; Mamelo Sound System + Elo da Corrente; Kamau + Parteum, Nel Sentimentum, Pizzol, Pentágono, e A Filial. Entre as atrações internacionais, esta edição contará com o Rapper Mos Def, que começou sua carreira no hip hop com o coletivo Native Tongue Posse e com a colaboração em álbuns de grupos como Da Bush Babies e De La Soul. Outra atração internacional é o B-Boy Ken Swift (EUA) pioneiro com 32 anos de carreira e reconhecido mundialmente, sendo um dos membros originais do renomado e tradicional Rock Steady Crew, primeiro grupo de B-Boys a receber o reconhecimento profissional da mídia internacional. O núcleo dos DJ’s que se apresenta durante o festival é composto pelos seguintes nomes nacionais: DJ Tamempi, PG e DJ Pathy de Jesus. O DJ internacional convidado é o norte americano Mista Sinista, um dos mestres do turntablism e integrante da lendária orquestra de toca-discos X-Ecutioners, que ministrará uma oficina para DJ’s especializados em scratch, que será também aberta ao público ouvinte.
Sábado (05/12): Pizzol, Pentágono, Inumanos+Max B.O., Contra-Fluxo+Espião. O DJ da noite será: PG. O MC será: Xis.
Domingo (06/12): Nel Sentimentum, A Filial, Kamau+Parteum, Mamelo Sound System+Elo Da Corrente. A DJ da noite será: Pathy De Jesus e o MC será: Thaíde.
O rapper Mos Def fará o show de encerramento das apresentações dos dias 05 e 06.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Eli Efi & DJ Laylo em São Paulo
CONEXÃO SÃO PAULO-NOVA YORK
Eli Efi e DJ Laylo estarão pela cidade lançando o documentário “Estilo Hip Hop” (1/12 na Olido) e apresentando faixas do primeiro álbum solo do MC que fundou o DMN (12/12 na Hole Club)
Quer saber o que mais estarão fazendo ou convidar Eli Efi e Laylo para alguma atividade??? Informações a seguir…
No dia 12 de dezembro, Eli Efi vai estar no Hole Clube – na festa comandada pelo DJ Marco – fazendo o pré-lançamento do seu tão aguardado primeiro disco solo. Fundador do grupo DMN – no qual esteve por 16 anos – e há cinco anos morando nos Estados Unidos, Eli Efi vai mostrar pela primeira vez em São Paulo partes do seu álbum feito integralmente em Nova York.
Por enquanto, além da faixa já divulgada na internet – “Propaganda” – www.eliefi.com – o que é possível adiantar é que o disco conta com faixas produzidas por Eli Efi, DJ Max Nos Beatz, DJ Nato, Blood Beats, e Ben Herson (do selo “Nomadic Wax”) e com participações de Sugar Johnson (Nova York), SieteNueve (Porto Rico), Maniphes (Nova York), Delaceiba (Nova York), Atiyya (Nova York), e da cantora Lah Tere (Chicago), integrante do grupo Rebel Diaz.
No palco da Hole Club, Eli Efi estará acompanhado de DJ Laylo e contará também com as participações especiais de Rappin Hood, Peqnoh (Piracicaba), Sombra (ex-SNJ), Rapadura (CE), Ba Kimbuta, DJ Nato, DJ Marco, DJ Max e DJ Slick (DMN).
ELI EFI E DJ LAYLO EM SÃO PAULO
Além da festa de pré-lançamento do CD solo de Eli Efi, ele e DJ Laylo estarão em outros eventos de São Paulo no período em que estarão por aqui. No dia 28 de novembro, ambos vão participar do III Encontro Paulista de Hip Hop, na mesa “Direito a ter direitos”, marcada para às 17h30, em que Eli Efi convidará o jornalista Caco Barcellos, a escritora Conceição Evaristo, além do advogado e MC Tiago Barbosa para discutirem o tema.
No dia 1º. de dezembro, eles estarão na Galeria Olido (19h30) fazendo o lançamento do documentário “Estilo Hip Hop”, de Loira Limbal e Vee Bravo, do qual Eli Efi é um dos personagens – ao lado da MC cubana Magia e do MC chileno Guerrillero Okulto. O Estilo Hip Hop retrata a vida artistica, pessoal, e politica dos tres MCs e foi televisionado em rede nacional nos Estados Unidos no canal PBS World em junho 2009. Na ocasião, haverá ainda um bate-papo com a plateia, que contará também com a participação do MC e produtor Lou Piensa, francês radicado em Montreal (Canadá) e integrante do Nomadic Massive.
Entre os dias 2 e 4 de dezembro, Laylo e Eli Efi vão realizar oficinas para jovens internos da Fundação Casa. E no dia 10 de dezembro, DJ Laylo toca no baile “Sintonia”, ao lado dos DJs KL Jay, Ajamu, Marco e Will.
AGENDA DE ELI EFI E DJ LAYLO EM SÃO PAULO
28/11 – 17h30 – III Encontro Paulista de Hip Hop no Memorial da America Latina. Bate-papo: “Direito a ter direitos”. Eli Efi convida: Caco Barcellos (SP) – Jornalista, Conceição Evaristo (RJ) – Escritora, Tiago Barbosa (SP) – provocador – Advogado e MC
29/11 – Show do Eli Efi no Encerramento do Mês da Consciência Negra de Francisco Morato, no Centro de Integração da Cidadania (Rua Tabatinguera, 45 – Francisco Morato)- horário a definir, em breve no myspace do artista.
01/12 – Mostra do documentário “Estilo Hip Hop” e bate papo na Galeria Olido. 19h30. Avenida São João, 473 – Térreo ao 2º andar, SP.
10/12 – DJ Laylo no Sintonia – festa dos DJs KL Jay, Ajamu, Marco e Will. Alameda Franca, 241 – Jardins. Informações: 3541-1955.
12/12 – Show de Pré-Lançamento do álbum do Eli Efi com participações especias de: Rappin Hood, Sombra, Peqnoh (Piracicaba), Rapadura (CE), Ba Kimbuta, DJ Nato, DJ Max, DJ Marco, DJ Slick (DMN).
Eli Efi e Loira Limbal (DJ Laylo) estão abertos a convites para outras atividades no período em que estarão no país. Os interessados devem contatar Marta Celestino pelo telefone (11) 9651-4996 ou enviar email para kontatu@eliefi.com
domingo, 22 de novembro de 2009
Celso Pitta Merece um Troféu Raça Negra?
Madrugada de domingo em Nova York. Acabo de chegar do cinema onde fui assistir Precious e, como já esperava, não gostei. Já tinha lido o livro e achei o filme muito "soft". Mas, mudando de assunto, ontem à tarde estava limpando meu quarto, fuçando na Internet e deixando as coisas prontas para o final de semestre que se aproxima. Navegando no site do Estadão fiquei sabendo do falecimento de Celso Pitta. Fiquei meio transtornado, ainda mais pelo fato de sua morte ter se dado no 20 de novembro, supostamente data da morte de Zumbi dos Palmares - na verdade, ninguém tem muita certeza disso - e Dia Nacional da Consciência Negra. Ao mesmo tempo tenho visto, pela web, fotos de vários amigos meus que participaram da cerimônia de entrega do Troféu Raça Negra, evento anualmente organizado pela Afrobras Impossível não pensar: Celso Pitta irá receber, postumamente, um troféuzinho ano que vem? Ele merece? "Vamos por partes", já diria o velho truta Jack. Entretanto, minha aposta é que Pitta não levará o prêmio devotado aos patrícios ilustres da raça a exemplo do ator Milton Gonçalves na foto aí debaixo.
(Nego Véio Milton Gonçalves segurando "firme" o trófeu e a Sheron Menezes, opa!)
Pitta é uma criação da dinâmica política paulista e estará eternamente associado ao que é conhecido nos meios políticos e acadêmicos como malufismo. Paulo Sallim Maluf, um político que dispensa apresentações, foi o padrinho político de Pitta. O economista carioca foi secretário de finanças de Maluf na sua gestão na prefeitura de São Paulo entre 1993/1996 e foi lançado a candidato a prefeitura de São Paulo sagrando-se vitorioso para a gestão 1997/2000. Na época eu fazia cursinho pré-vestibular no Anglo e lembro de uma discussão que tive com uma colega de classe sobre a candidatura de Pitta. Só de ter o nome associado a Maluf, Pitta me metia calafrios, mas a verdade é que uma boa parte das pessoas entrou na onda do voto racializado vindo a eleger o primeiro prefeito negro da cidade de São Paulo.
O voto racializado, ou seja, tendo como fonte de orientação do votante a origem racial do candidato, não é algo comum no Brasil. Abdias do Nascimento, o mais importante ativista negro brasileiro, tentou várias vezes usar essa estratégia, mas a mesma nunca vingou. A maioria dos políticos negros que se elegem no Brasil possuem outras bases eleitorais que agregam a população negra, mas que não se assentam primordialmente sobre ela. Exemplo disso é o caso do deputado federal por São Paulo, Vicentinho, e do também deputado federal, pela Bahia, Luiz Alberto. Ambos são ex-sindicalistas, mas possuem uma ampla aceitação no meio da população negra. Raça, dessa forma, é sempre algo que é usado estrategicamente, ela é um plus que pode contribuir para o sucesso (ou não!) de uma campanha. Entretanto, é difícil encontrar políticos cuja trajetória é marcada pelo ativismo de bases raciais. Mesmo no caso de Abdias do Nascimento, o ativista só chegou ao senado, em 1997, devido a morte do senador Darcy Ribeiro (1922-1997) do qual era suplente no PTB (para um discussão detalhada sobre esse tema ver o livro de meu ex-orientador Antonio Sérgio Guimarães, Classes, Raças e Democracia [2002], também espero o lançamento da tese de doutorado de minha amiga Gladys Mitchell que passa pelo tema).
(Pitta e sua grande promessa: Fura-Fila)
Com Pitta, o apelo racial foi uma grande sacada estratégica de Maluf (também não gosto dele, mas é necessário tirar o chapéu a visão de jogo político do "homi"). A década de 1990 é vista como um divisor de águas na história do movimento negro no Brasil. Em 1995, com o tricentenário da morte de Zumbi dos Palmares, viu-se mobilizações políticas por todo o país. O ativismo negro nessa época teve uma renovação de quadros e novas forças de atuação foram criadas devido a construção de redes internacionais e concentração em ONGs financiadas, em sua maioria, por instituições estrangeiras. O reconhecimento da existência de racismo no Brasil e a criação de comissões que pela primeira vez propuseram a implementação de políticas afirmativas, se deu em parte devido a pressão que o governo brasileiro vinha sofrendo no exterior por conta do questionamento da situação de sua população negra. Orgulho, questionamento racial e ativismo político estavam em alta. Quem não se lembra da camiseta - adorada por alguns e execrada por outros - com a frase 100% Negro? Ou ainda da aparição da revista Raça Brasil?
Pois é, e Pitta viajou de carona nessa onda, pois nada melhor para completar o clima de orgulho racial do que a eleição de um prefeito negro para a maior e mais importante (me desculpem cariocas!) cidade do país. Dito e feito! Não entrarei em detalhes do que foi a administração Pitta ou de que se ele era ou não culpado das irregularidades que foram descobertas durante seu governo. Basta dizer que o negrão pegou uma batata mais que quente herdando uma administração e sendo afilhado político de Maluf. A coisa se complicou ainda mais quando o primeiro prefeito 100% negrão de São Paulo quis meter um pé na bunda do seu sinhozinho político e criar independência. A casa caiu! Mas a verdade é que muita gente do movimento negro, principalmente - mas não só - dos grupos mais conservadores, que já tinham um histórico de associação ao malufismo, apoiaram pesadamente Pitta e até hoje acusam que o economista foi alvo de racismo. Não compro esse argumento, mas tenho certeza que parte da elite paulistana ficava meio puta de ter um "patrício da cor" no Palácio das Indústrias (antiga sede da prefeitura de SP).
Mas voltemos ao Troféu Raça Negra... Essas premiações não são algo novo no meio da negrada. Também Abdias do Nascimento, nos anos 1940 no Rio, organizava através do seu Teatro Experimental do Negro (TEN) eventos políticos/sociais que homenageavam personalidades negras e brancas devotadas a causa negra. Nascimento chegou a eleger Jael de Oliveira Lima, empresário branco e financiador de várias atividades do TEN, o "Amigo Número Um do Negro" nos anos 1940. Esses conclaves tinham e tem várias funções. Criar coalizões com políticos brancos, dar mostras que a comunidade negra também possui suas personalidades, elite, classe média - base política potencialmente de peso no processo eleitoral - e adicionar glamour e honrarias sociais que legitimem o lugar e a distinção desses grupos no seio da população negra. É um processo contínuo misto de invenção de tradição, como demonstra o historiador inglês Eric J. Hobsbawn, com estabelecimento de distinção/estilo de vida (meio capenga) a la Pierre Bourdieu (1930-2002), sociólogo francês. Quando digo que é "meio capenga" faço referência a situação de precariedade que a população negra muitas vezes vive, mas algo que não tira as aspirações de muitos em atingir um padrão de consumo e vida de classe média ou alta enquanto que Bourdieu afirma que os traços de classe que trazemos são "disposições incorporadas" produto do habitus. Em termos mais humanos, se você nasceu favela sempre favela, se nasceu classe média vai morrer classe média nos modos, consumo e estilos de vida. No caso da negrada, uma tentativa de quebrar essa lógica pode ser visto nos "bailes nostalgia" que tem o dress code, sport chic: sapatos, camisa social e calças mais formais de preferência evitando jeans. Junte-se a isso a uma certo glamour e pomposidade dos lugares em que eram/são realizados os bailes como Casa de Portugal, na Liberdade, e Club Homis, na Avenida Paulista. Não faltam histórias engraçadas... Uma clássica é da galera que ia de ônibus ou metrô até o início da Paulista, mas para meter um classe ao chegar no baile, pegava um táxi para fazer o resto do trajeto e chegar no estilo na porta da balada.
O Troféu Raça Negra me lembra um pouco disso. A criação do estilo de vida e glamour na precariedade, algo que não deixa de ter sua necessidade sócio/política em meio a um certo ar cômico. Contudo, dúvido que Celso Pitta (1946-2009) será homenageado postumamente pela rapaziada da Afrobras. O que teria a oferecer o economista carioca, cuja administração de São Paulo foi uma das mais desastrosas de todos os tempos, além do título de primeiro prefeito negro da cidade de São Paulo? Novamente, raça é estratégica na política e aqui Pitta deve ser, mais do que nunca, evitado. De qualquer modo, Celso Pitta REST IN PEACE! Afinal, você também foi negrão...
Veja a trajetória do "homi" AQUI
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Eu tenho um sonho!
Essa eu recebi da minha amiga Jupiha Cauhy com quem tive o prazer de trabalhar na Expedição São Paulo 450 Anos há exatos cinco anos atrás. Só pela imagem do folder acima já vale a pena colar nessa exposição cuja abertura está marcada para 20 de novembro, feriadaço em comemoração ao Dia da Consciência Negra (sim, temos muitas coisas a comemorar!), no Museu AfroBrasil.
Muita Paz e Amor à Tod@s!
sábado, 14 de novembro de 2009
Herskovits at the Heart of Blackness
Rola em New York City, mais especificamente no American Museum of Natural History, o Margareth Mead Film & Video Festival de 12 a 15 novembro. Esta é a trigésima terceira edição do festival que leva o nome de uma das mais famosas antropólogas norte-americanas e foca filmes/vídeos documentários com temáticas sociais, culturais e antropológicas. Mead (foto abaixo) nasceu em 1901 e faleceu em 1978. Durante sua carreira acadêmica fez pesquisas no Pacífico Sul e sudeste da Ásia. Entretanto, vou no festival domingo - mesmo estando atolado de coisas para fazer - assistir um filme sobre outro antropólogo norte-americano, Melville J. Herskovits (1895-1963).
Herskovits foi um antropólogo formado pela Columbia University tendo tido como orientador Franz Boas (1858-1942): um dos pais fundadores da antropologia contemporânea, teórico do relativismo cultural e crítico das noções biologizadas do conceito de raça. Herskovits estruturou o departamento de antropologia da Northwersten University, fez estudos sobre as chamadas “sobrevivências africanas” e tinha uma certa obsessão em tentar entender os processos de adaptação cultural das populações negras ex-escravizadas ao novo mundo. Boa parte de suas idéias estão contidas no seu livro The Myth of Negro Past (1928). O documentário Herskovists: At the Heart of Blackness (2009) - cartaz no início do post - refaz a trajetória do intelectual a partir dessa temática.
Assista ao trailer do filme abaixo. Muita Paz!
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